Arpoador
Fotografias de Peter Lucas
Entre as longas curvas da areia que definem as praias de Copacabana e de Ipanema se encontra um afloramento de rochas chamado Arpoador. Sobre as pedras, há uma vista panorâmica da praia mais famosa do Rio de Janeiro. Tudo gira em torno de Arpoador. O clima nas rochas é por si só um acontecimento. E as cores do céu se deslocam constantemente na direção do violeta da hora do crepúsculo. Diariamente, pessoas de todas as partes da cidade vão ao Arpoador: Para surfar, jogar bola na praia, pescar sobre as rochas, meditar e contemplar o mar, e fotografar o entardecer.
A maior parte destas fotografias foram tiradas aos domingos. Aos domingos, a transição entre o entardecer para o anoitecer é diferente dos outros dias no Arpoador. A passagem do tempo parece suspensa. Há uma delonga especial sobre as rochas, uma pausa de não-querer-ir-para -casa. Este sentimento de domingo parece trazer um sentimento de melancolia e a mortalidade presente em todas fotografias pessoais. Com o projeto de Arpoador, eu quis buscar este vislumbre nostálgico da luz do verão, da natureza efêmera da beleza das rochas, e do impulso de segurar as memórias que compelem as pessoas a se fotografarem.
Arpoador: Sunday Evenings in Rio de Janeiro
Between the long curves of sand that define the beaches of Copacabana and Ipanema is an outcropping of rocks called Arpoador. At the top, there is a panoramic view of the most popular beaches of Rio de Janeiro. Everything swirls around Arpoador. The weather from the rocks is always an event in itself. And the colors constantly shift towards that violet hour of twilight. Everyday, people from all parts of the city are drawn to Arpoador: to surf, to play on the beach, to fish off the rocks, to meditate and stare at the sea, and to photograph the setting sun.
Most of these photographs were taken on Sundays. The transition from afternoon to evening on Sundays is different from other days at Arpoador. The passage of time seems suspended. There’s a special lingering on the rocks, a not-wanting-to-go-home kind of pause. This Sunday kind of feeling seems to bring out the melancholy and mortality inherent in all personal photography. With the Arpoador project, I wanted to trace this nostalgic shimmer of summer light, the ephemeral nature of beauty on the rocks, and the impulse to hold onto memories that compel people to photograph each other.
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