Lápis-lazúli, os garimpeiros do azul extremo

Por mais de 6500 anos, a busca trabalhosa por uma pedra semi-preciosas, o lápis-lazúli, nunca parou. Entre dinamite, suor, luxo e guerras, a história do lápis-lazúli através dos tempos contou com a intromissão de grandes figuras da história. Dos sumérios até o comandante Massoud, através de Michelangelo e Marie Antoinette todos têm em comum: a procura pelo precioso azul escuro.

Reportagem de Philip Poupin

Hamidullah é policial no vilarejo da mina "Maidan", mas é tambem atacadista em lápis-lazúli. Existem diversos graus de lápis-lazúli, que são distinguidos pelo seu azul. Esta é uma qualidade de primeira escolha.


Uma explosão rasga o silêncio das montanhas de Badakhshan, uma província árida do nordeste do Afeganistão. Depois mais uma, até completar sete deflagrações, cada uma seguida por um eco ensurdecedor que faz o visitante acreditar que está no meio de um combate sem trégua.
Mas aqui, nenhuma batalha, apenas a luta dos homens para encontrar o seu pão de cada dia.
A pedra azul profundo é encontrado aqui nas falésias do Afeganistão, escondidas entre as veias de mármore.

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Hassan é um desses garimpeiros do extremo. (..) Como Chupon ou Eshan, outros mineiros que trabalham a uma centena de quilómetros das suas vilas, Hassan esta encarregado de ascender os bastões de dinamite escondidos na rocha. Na hora da deflagração, ele se protege numa das apêndices das numerosas galerias, nas profundezas da mina.
Somente os blocos acima de 100 kg interessam os atacadistas. Eles são carregados nas costas para serem vendidos a horas de caminhada por um valor que aproxima os 400 dólares, isso se o azul da pedra for intenso. Os mineiros dividem os custos da exploração. Depois da comissão dos proprietários das minas, muitas vezes em Cabul ou em outras grandes cidades para negociar a pedra preciosa, resta para esses trabalhadores apenas uns 8 dólares, para dez horas de trabalho.

A exploração do lápis-lazúli não mudou muito da época em que para Romanos, a pedra tinha virtudes afrodisíacas, ou que representava um grande valor mercantil para dinastias egípcias. Carregada por camelos, para ser usada como pigmento no teto da capela Sistina, hoje a grande inovação são os caminhões que usam a única estrada desta região hostil. Onde guerras e outras rebeliões foram subsidiadas pela pedra, o lápis-lazúli  não teve ate hoje outro rival que o ópio. O advento de um comércio mais equitável ainda se faz esperar..

Um caminhão que transporta sacos de Lápis-lazúli, uma pedra azul explorada há 6500 anos no Afeganistão, esta se dirigindo para a cidade mais próxima. So pode ser carregado até a metade por causa da estrada ruim.

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